A vitória esperada de Sousa Lobo nos PNBD 2017

Parabéns ao Nelson Dona, Pedro Moura e Sara Figueiredo Costa pela transformação dos PNBD e da Amadora numa piada.

Um ainda vou escrever um texto a sério sobre isto. Estes prémios são uma piada, a única coisa que eu não sei é se o Coelho e o Andrade foram nomeados só para serem denegridos. É que a única maneira de dizer que a Baeza é melhor que o Coelho ou o Andrade e nomeá-los quando não cumprem os requisitos.

O júri nomeou dois autores que não compriam os requesitos (não ilustraram um álbum) quando existiam quatro autores que os cumpriam e podiam ser nomeados:

  • Ricardo Venâncio, Hanuram: A Fúria
  • Diniz Conefrey, Judea, Nagual. Autor que esteve nomeado em 2015 para os PNBD na categoria de melhor álbum, melhor desenho e melhor argumento com O Livro dos Dias.
  • Nunsky, Espero Chegar em Breve. Autor que foi o vencedor do PNBD de 2015 na categoria de melhor desenho com Erzsébet.
  • André Coelho, Acédia. Autor nomeado em 2015 para os PNBD na categoria de melhor desenho com Sepulturas dos Pais.

No espaço de dois anos, vencedores e nomeados (incluindo os editados pela Chili Com Carne este ano) deixaram de ter qualidade para ser nomeados para os PNBD, tendo o júri “inventado” dois nomeados para atribuir o prémio a Amanda Baeza.

Apesar de não ter a confirmação oficial, o juri que efectuou a nomeações e, por isso, deve ser o responsável pelos vencedores agora anunciados foi constituído por Nelson Dona (diretor do Festival), Pedro Moura, Sandy Gageiro, Nuno Saraiva e Leonel Santos.

Foi o ano da Chili com Carne e de Sousa Lobo vencedores de quatro três PNBD. Parabéns ao Marcos Farrajota, ao Nelson Dona, ao Pedro Moura e à Sara Figueiredo Costa, a qual não fez parte do júri mas colabora na festa.

A Amanda Baeza e o Francisco Sousa Lobo que me perdoem, mas autores medianos, não foram premiados por serem os melhores ou devido à qualidade ser fraca, mas devido aos amigos que têm.

Pequena actualização: Rudolfo Mariano foi o vencedor surpresa nos PNBD porque não constava da lista dos nomeados para os prémios na categoria de Melhor Fanzine. Marta Teives, artista que ilustrou histórias de Pedro Moura nos dois volumes da antologia The Lisbon Studio Series, viu o seu nome aparecer entre os nomeados na categoria de Melhor Desenho para Álbum, durante a cerimónia dos prémios. Foi uma surpresa para a autora que não constava na lista de nomeados, nem tinha sido notificada da nomeação. Durante alguns minutos foi candidata ao prémio, depois ele foi entregue à Baeza e a normalidade foi reposta.

Fica aqui a listagem dos “amigos” premiados no AmadoraBD 2017.

PNBD – Melhor Álbum Português

“Deserto / Nuvem” – de Francisco Sousa Lobo – ed. Chili com Carne

PNBD – Melhor Argumento para Álbum Português

Francisco Sousa Lobo – em “Deserto / Nuvem” – ed. Chili com Carne

PNBD – Melhor Desenho para Álbum Português

Amanda Beaza – em “Bruma” – ed. Chili com Carne

PNBD – Melhor Álbum de Autor Português em língua estrangeira

“It’s No Longer I That Liveth” – de Francisco Sousa Lobo – ed. Chili com Carne + Ed. Mundo Fantasma

PNBD – Melhor Álbum de Autor Estrangeiro

“Os Ignorantes” – de Étienne Davodeau – Ed. Levoir

PNBD – Melhor Álbum de Tiras Humorísticas

“Conversas com os Putos” – de Álvaro – Ed. Polvo

PNBD – Melhor Ilustrador Português de Livro Infantil

Tiago Albuquerque e Nadia Albuquerque – em “Sou o Lince-Ibérico” – Ed. Imprensa Nacional Casa da Moeda

PNBD – Melhor Ilustrador Estrangeiro de Livro Infantil

Jimmy Liao – em “Noite Estrelada” – Ed. Kalandraka

PNBD – Prémio Clássicos da 9ª Arte (edição original há mais de 10 anos)

“Ronin” – de Frank Miller – Ed. Levoir

PNBD – Melhor Fanzine

“Outro Mundo Ultra Tumba” – De Rudolfo Mariano – edição de autor

Destaque do Festival pela qualidade das coletâneas:

“O Mundo de Garfield (1978-1983)” – De Jim Davis – Ed. Verbo/Babel

Destaque do Festival pela qualidade das coletâneas

Coleção “Sandman” – de Neil Gaiman – Ed. Levoir

Já agora, o apelido da Amanda é Baeza e não Beaza, a gralha é do ABD. E, eu sei, que cometo gralhas, mas volto a frisar: não é o aCalopsia que tem um orçamento de meio milhão de euros. As gralhas que existiam no texto do ABD que anunciava os nomeados era um reflexo de ter sido feita em cima do joelho. Foi tudo feito em cima do joelho. E estes vencedores não surpresa para ninguém, contudo não é devido a qualidade (mediana) dos vencedores.

Só uma pergunta final: não podiam ter dado um prémio ao Rudolfo, era preciso três para o Sousa Lobo? Eu sei que é a única categoria onde a vitória dele é defensável, mas o Rudolfo também é um gajo porreiro!

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2 Comments

  • Alias o Rudolfo é muito mais “indy” que o Farrajota e sus amigos que há anos se tornou uma peça de mobiliário camarário – you used to be indy Marquinhos, you changed, not cool, not cool.

    Foi como lhe disse Bruno “se não os podemos vencer…” Roma está à arder e os “Neros” apreciam…sejamos bárbaros e arrasemos Roma de uma vez por todas.

    PS: Há para aí mais uma argolada com uma Marta Teives a ser referida durante a entrega de prémios e afinal não constava da lista inicial. Confirma?

    • Não me dei ao trabalho de ir à cerimónia de entrega, era palhaçada a mais para mim. Marta Teives é uma ilustradora do TLS que já colaborou em alguns projectos, como no Silêncio com uma história escrita por Pedro Moura.

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