Segunda Vez: Uma distopia lisboeta de Gaspar Trevo e Rui Lacas

Segunda Vez: Uma distopia lisboeta de Gaspar Trevo e Rui Lacas

Segunda Vez é uma obra de ficção publicada no formato de série literária, disponibilizada gratuitamente online. A primeira série desta distopia lisboeta, constituída por 13 episódios, pode ser lida no site estando também disponível como um e-book para download nos formatos PDF, Mobi e Epub.

Escrito por Gustavo Trevo, autor que vive e trabalha fora de Portugal há mais de uma década. Foi professor e investigador e, actualmente, exerce trabalho na área da documentação e da mediação cultural. Segunda Vez é o primeiro texto literário que publica, sob pseudónimo. É ainda responsável pela concepção e manutenção do site.

As ilustrações estão a cargo de Rui Lacas, nome bem conhecido dos leitores de BD nacionais, em virtude das três décadas em que se tem dedicado à ilustração e banda desenhada. Tem mais de uma dezena de álbuns publicados, vários premiados em Portugal e no estrangeiro. Entre os títulos que publicou destacam-se contam-se A filha do caranguejo, Obrigada, Patrão, Asteroide Fighters, A Ermida e Hän Solo.

Segunda Vez: Uma distopia lisboeta de Gaspar Trevo e Rui Lacas

Segunda Vez é, segundo o autor “uma distopia lisboeta, que imagina para a cidade um presente alternativo, pós-apocalíptico, em que o sol se tornou um perigo e a vida social se reorganizou em espaços confinados. Neste contexto, um mundo virtual promete a possibilidade de habitar de novo o planeta “restaurado”. Os protagonistas da história são seis jovens de 17 anos que têm de testar um novo protótipo dessa réplica. O que está em jogo, pois, é a capacidade de viver experiências reais num mundo falso.”

Em entrevista à Time Out, Trevo revelou que a ideia que serve de a este trabalho é “o desejo de voltar atrás, de corrigir erros, durante a adolescência. Embora nessa fase tudo esteja em aberto, é uma idade em que os acontecimentos parecem irreparáveis. Tudo é sentido de modo exponencial, há uma adesão absoluta às vivências: o mínimo passo em falso é um desastre irremediável. O que a obra faz em primeiro lugar é transpor a ânsia de reparação para o mundo virtual. O cenário de ficção científica surge, por isso, como metáfora ou prolongamento do mundo adolescente.”

A acção de Segunda Vez desenrola-se meio século depois uma catástrofe, quando existe uma Lisboa de ruelas e escadinhas que apodrece ao sol, mas a vida reorganiza-se nos bairros novos, entre muros. No Verão, sob a cobertura de vidro chinês, a cidade é um forno. Se aquele rio estivesse à vista, seria impossível trabalhar seis dias por semana.

Contudo ninguém se lembra de procurar uma janela no topo dos edifícios mais altos. À noite, cumprida a atribuição, se alguém quiser dar umas braçadas pode ligar-se ao módulo. No melhor dos mundos, o mar não é tóxico.
Cumprir 17 anos dá acesso a essa realidade; ou, melhor, é a idade em que se recebe a atribuição, o trabalho imposto em função do bem comum: mas uma coisa implica a outra. Ninguém quer continuar a estudar quando, finalmente, há um mundo de experiências ao alcance no Rest.

Segunda Vez: Uma distopia lisboeta de Gaspar Trevo e Rui Lacas
O Rest satisfaz o desejo colectivo de reparar o irreparável. Muitos não sabem, mas o nome ainda vem do latim: restauratio, o planeta restaurado, novamente habitável por intermédio de um fantasma virtual. Não é a mesma coisa, dizem alguns. Mas é claro que nenhum jovem conheceu o original. Cada vez mais, o modelo constitui um mundo em si, sem ponto de comparação.

No paraíso privado, o mundo recria-se à medida do próprio desejo. Mas agora isso pode mudar: a agência Bóreas, que gere o acesso ao mundo virtual nos países do Bloco sino-europeu, está a trabalhar secretamente num novo protótipo. O Rest.2 abre portas, permite a interacção, dá lugar ao imprevisto.

Marcello Galvano, agente italiano em Lisboa, tem a responsabilidade de conduzir um projecto-chave nas instalações da Bóreas, como tutor de uma equipa de seis adolescentes. Aos jovens, todos com cerca de 17 anos, cabe a missão de testar e expandir o novo protótipo; são eles os impulsores.

As razões da selecção permanecem um mistério, em relação ao critério que foi utilizado para a escolha do cargo, sobre os motivos que levam uma especialista no mundo virtual convive com colegas leigos na matéria. Contudo, estes não são os únicos mistérios para o leitor desvendar nesta distopia lisboeta criada por Gustavo Trevo, mas vamos deixar que os leitores os descubram por si.
Segunda Vez: Uma distopia lisboeta de Gaspar Trevo e Rui Lacas

Os interessados em desvendar os mistérios desta Lisboa reimaginada devem visitar o site Segunda Vez, onde está disponível a primeira temporada desta série literária para leitura online ou download.

Nota informativa disponibilizada pelo autor, editor ou promotor do evento, pertencendo-lhes a responsabilidade pela informação divulgada.

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