Rodrigo Martins dos Santos trata da Realidade

No “Cemitério dos Sonhos”, cada jornada equivale a um estado mental diferente. Ocorreu-me, em vez de me cingir apenas a um estilo de traço de um ilustrador, apostar em 4 ilustradores diferentes cujo estilo expressasse o próprio nível mental onde o protagonista se encontra. Hoje, conhecemos o primeiro.

No “Cemitério dos Sonhos”, cada jornada equivale a um estado mental diferente. Ocorreu-me, em vez de me cingir apenas a um estilo de traço de um ilustrador, apostar em 4 ilustradores diferentes cujo estilo expressasse o próprio nível mental onde o protagonista se encontra. Hoje, conhecemos o primeiro.

Ao pesquisar pelas redes sociais como Behance ou Deviantart (que já é uma antiguidade), deparei-me com o traço de Rodrigo Martins dos Santos, o primeiro desenhista com quem travei conhecimento online. Antes de mais, o Rodrigo Martins dos Santos, natural de São Paulo, apresenta-se como alguém que gosta de desenho e arte antes sequer de ter saído da barriga da mãe, isto em 1990. O gosto alargou-se para a banda desenhada de super-heróis, tema que se concentrou nos seus estudos.

Entre 2010 e 2013 trabalhou com sketch cards licenciados da Marvel Comics. Já colaborou com a antologia Gibi Quântico e atualmente cria alguns trabalhos na revista Mundo Estranho e está à espreita um projeto pessoal. Mas a sua grande estreia na “história em quadrinhos”, como os brasileiros chamam à BD, é mesmo com este projeto “Cemitério dos Sonhos”.

É o seu traço um pouco arredondado e suave, mas com um forte contraste das suas cores fortes, vivas e por vezes um pouco melancólicas, que retrata a Realidade em que Dre Amos, protagonista do “Cemitério dos Sonhos”, vive e arrasta-se. A ação das páginas não é muito puxada, o que acabou por ser um desafio tanto para mim como para Rodrigo Santos. Se a trama ao início leva um pouco a arrancar, qual o tom e ritmo certo para dar a dinâmica perfeita às páginas?

O Rodrigo tornou o processo fácil e altamente criativo: sempre em contacto através das redes sociais ia mostrando os esboços das suas vinhetas com ângulos diferentes, eficazes e apostando imenso nas expressões das personagens, quase tornando alguns diálogos obsoletos, tal a expressividade.

Se ainda não pegaram no álbum, deixo-vos aqui a evolução da primeira prancha do álbum. Espero que gostem e continuem a acompanhar o nosso projeto na página do Facebook.
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No domingo, 30 de Outubro, vou estar no Amadora BD para apresentar as edições da Bicho Carpiteiro com o André Morgado às 16:30. Nesse dia também vou estar presente em duas sessões de autógrafos das 15 às 16:30 e das 17 às 19.

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