O regresso à vida activa

O aCalopsia está de regresso após umas merecidas férias, mas existem algumas pequenas mudanças que se irão verificar.

O aCalopsia está de regresso, embora em moldes diferente daqueles em que existiu no passado. O ritmo de actualizações e o tipo de cobertura que existia era demasiado exigente e impossível de manter sem existir uma remuneração que permita trabalhar no site a tempo inteiro. Rentabilizar um projecto como o aCalopsia é uma tarefa quase impossível, embora faça intenções de explorar alternativas que existem e possam vir a existir. Contudo,neste momento, a rentabilização não é a prioridade.

Quando surgiu em 2013, o objectivo do aCalopsia era o ser um blogue pessoal com alguns textos de opinião  e alguns apontamentos informativos. Involuntáriamente acabou por se transformar num projecto de divulgação mais abrangente, com um modelo de cobertura de lançamentos e eventos que pretendo continuar a explorar, caso existam colaboradores interessado em desenvolver essas vertentes. Apesar de o meu currículo não o deixar transparecer, eu envolvi-me na BD foi para contar histórias e não foi para andar a divulgar as histórias dos outros, embora reconheça a necessidade que existe de se fazer essa divulgação.

O mercado da BD em Portugal é débil mas tem nos últimos anos vindo a estabilizar. Se existem projectos que desaparecem, existem outros que sobrevivem, evoluem e se desenvolvem, como em qualquer mercado adulto.

Existem editoras com obras a ser publicadas regularmente, séries concluidas, outras com dezenas de volumes publicados. Este ano a Polvo celebra 20 anos.  Já podemos dizer que temos editoras. Os eventos também existem, embora na sua maioria sejam eventos pequenos realizados por carolice e não pelo lucro que gera. Mas existem projectos que merecem uma cobertura mais detalhada. O modelo do balanço generalista de um evento é um modelo que já está gasto. Mesmo eventos pequenos como o Sci-Fi LX, que se realizou entre 15 e 16 de julho, tem diversas palestras que mereciam uma cobertura específica, ao invés de ficarem perdidos num texto mais abrangente. É preciso é que existam “jornalistas” que o queiram fazer.

Eu, já ando um bocadinho cansado de brincar aos jornalistas pro-bono, agora vou mesmo virar argumentista pro-bono das minhas histórias. Agora já fiz as pazes comigo próprio e com o facto de embora não seja aquilo que mais me agrade durante as próximas décadas, vou ter de andar a editar o aCalopsia. É um projecto interessante ao qual acho piada.

Aquilo que será o site a curto e médio prazo é algo que neste momento ainda não é claro, neste momento a prioridade será manter o ritmo regular de actualizações e, se possível, desenvolver algumas ideias existentes a nível da divulgação e cobertura de lançamentos e eventos. Será uma questão de encontrar um modelo que seja não entre em conflito com outras prioridades pessoais e profissionais e não torne este projecto em algo que consuma demasiado tempo e se torne desgastante.

Por agora a única garantia é que estamos de regresso e cá vamos continuar por mais duas ou três décadas, no mínimo. É que pode não parecer, mas eu ainda sou novinho.

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