Raia – Tráfico de edições nos Anjos

De 21 e 22 de Outubro, a Raia será o lugar para apresentar e vender edições, alfarrábio, discos e artes gráficas.

Raia – Tráfico de Edições é um evento que conjuga a tradicional feira de edição e arte gráfica, em que o público pode contactar e adquirir directamente aos editores e artistas as suas obras, com uma programação que oferece exposições, projecções vídeo, concertos bancas de alfarrábio, livros e discos em segunda mão  e outra animação num espaço central e espaçoso.

É uma oportunidade para comprar uma serigrafia, um livro de artista, um fanzine ou um disco, ou simplesmente ficar a par do que se passa no mundo da pequena edição de objectos de natureza gráfica e literária.

Exposição Raia 70×100

Enquanto convenção humana que ultrapassa em muito os rigores da natureza, as fronteiras continuam a marcar a evolução da humanidade. Numa época em que, ultrapassado o optimismo do fim da guerra fria, se aguçam navalhas novamente, o conceito de linha divisória e de repulsa está na ordem do dia. Cerca de 20 artistas gráficos aceitaram o desafio de atacar a folha grande (70 X 100 cm) com ideias de separação e divergência.

Música

Instituto Fonográfico Tropical

Dias 21 e 22 ao longo do dia.

O Instituto Fonográfico Tropical é uma colecção crescente de discos de vinil que aflora um contorcionismo musical entre duas vogais, do Semba para o Samba, passando a jusante de uma tranche de Cumbias, Coladeras, Soukous, Funanás e do diabo a quatro em saiotes com palmeiras.

Presidente Drógado

Dia 21 às 21 horas.

O Presidente traz à raia as suas canções de faca e alguidar, recentemente lançadas em disco de vinilo, assim como outras canções urbanas que dão voz aos desafortunados da grande urbe e do subúrbio. Com a sua Banda Suporte!

Doutor Urânio

Dia 21 às 22 horas.

Aniversários, casamentos, funerais, manifestações, festivais, bailes, after’s… Chungabeat, house circo, bacalao valenciano, tuga tecno, electro chaabi.

Video

Flims e Portugal 1973, de Artur Varela

Na Raia recorda-se a memória de um companheiro, um iconoclasta, um artista para quem a fronteira era o que apetecia pisar.Artur Varela {1937-2017} aprendeu escultura em Lisboa, passou por Paris {Atelier Adam}, estacionou depois durante duas décadas na Holanda e regressa a Lisboa no final da década de 80. Entretanto havia explorado não só a escultura em madeira e metal, mas também a pintura, o desenho, a banda desenhada e o vídeo.

Os filmes integrados em Portugal 1973 enquadram-se na exploração do formato super 8 e na postura da observação algo distanciada e cínica dos costumes indígenas. Parte destes filmes foram projectados pela primeira vez em 1973, aquando da exposição de Artur Varela na Sociedade Nacional de Belas Artes de Lisboa. Muitos anos mais tarde, em 2000, os filmes seriam de novo exibidos no âmbito do projecto Slow Motion, nas Caldas da Rainha, comissariado por Miguel Wandschneider.

Marquee Strategies – Mixed Media with HTML Marquee Code

Filipe Matos, vídeo loop

Exposições

Catarina Figueiredo Cardoso, Se Isto É Um Livro

A raia é fronteira, linha de divisão ou limite. É por isso lugar de risco, de transposição, de desafio. É limiar e é margem. É um espaço de possibilidades. Os livros aqui apresentados aproximam-se dos limites da condição de livro. De serem livros, por permitirem o desempenho da função básica de ver/ler o que está inscrito nas suas superfícies. De não serem livros, por tal função básica não existir, e não passarem de referências a livros.

Embora a resposta emocional à palavra “livro” dependa da experiência com esse objecto, todos os formatos de livro permitem o desempenho da função básica ler/ver: o códice, o rolo, o leporello, a tábua, as folhas soltas que transmitam uma organização significativa do seu conteúdo. O tradicional códice, o conjunto de páginas unidas pelo lado esquerdo e soltas do lado direito, permite a visualização sequencial e discreta das inscrições nas duas superfícies das páginas. De um códice numa vitrine, podemos ver a capa ou uma dupla página aberta. Mas outros formatos de livro permitem leituras simultâneas.

Se isto é um livro é, pois, uma celebração jubilosa do formato do livro, uma demonstração de diversidade, um passeio pela raia numa exposição cujo título evoca Primo Levi e Se questo è un uomo. Homenagem sentida às vítimas da barbárie nazi.

João Fonte Santa, SpaceX parte 2

Estudou Pintura na Faculdade de Belas Artes da Universidade Clássica de Lisboa. Começando por se dedicar à produção gráfica underground em fanzines autoeditados, foi depois orientando progressivamente o seu trabalho para a pintura e o desenho. O trabalho de João Fonte Santa, alicerçado num intenso banco de referências de cultura popular, contemporâneas e eruditas, produz um corpo de trabalho que, sendo visualmente excitante, procura tornar visíveis as relações da mecânica do poder político.
Expõe regularmente desde meados dos anos 90.

Lá Fora com os Fofinhos

Exposição individual de desenhos e ilustração de Mariana Pita

Rui Silva, Antologia para Mentes Desertas

O projecto Antologia Para Mentes Desertas associa, por intermédio de palavras-chave, imagens da biblioteca do congresso americano com textos poéticos seleccionados por 25 «antologiadores». Esta antologia combinatória tira partido da permutação como prática criativa, pensando a edição como um motor narrativo que alia duas bases de dados: computacional e humana.

Lançamentos

Nancy in USA – Filipe Matos, Ed. Imprensa Canalha.

Com um trabalho essencialmente experimental, Filipe Matos diverte-se enquanto brinca com as falhas das superfícies e questionando aquilo a que chamamos realidade. O seu trabalho ganhou um fluxo de natureza piroclástica quando aderiu ao Facebook, em 2008. Desde esse momento, passou a fazer um aproveitamento artístico dessa rede social, com a criação e iteração de personagens/ avatars e a apropriação de erros da plataforma.

Nação Estrambótica – Manuela Praça e José Largo, Ed. Imprensa Migalha.

Mariano #2  – Fanzine de Tiago da Bernarda, inclui entrevistas a Tony Millionaire e Anton Kannemeyer.

Mucomorphia #2  – Filipe Felizardo, com entrevista por Marcos Farrajota.

Powerplay  – Ana Menezes, Ed. Oficina do Cego.

Luiz Pacheco Essencial – António Cândido Franco, Ed. Maldoror.

Álbum Primo-Abrilesco – Allais, Ed. O Homem do Saco.

Pequenas estórias I e II, e Agora, Ainda  – Baraona.

Are e Sine  – Ema Gaspar, Ed. Ema Gaspar e Isabel Baraona.

Portuguese Small Press Yearbook 2017  – Catarina Figueiredo.

Cardoso – Catarina Figueiredo Cardoso e Isabel Baraona.

 

Raia - tráfico de edições

Raia – Tráfico de Edições realiza-se nos dias 21 e 22 de Outubro no espaço Anjos 70, no Regueirão dos Anjos nº70, a entrada é gratuita.

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