Quando Hergé é mais popular que Cristiano Ronaldo

“Aqui os jovens querem ser o Ronaldo, na Bélgica o Hergé”

A frase pretence a Tine Anthoni, a directora adjunta do Centro Belga de BD (CBBD), que veio a Portugal apresentar a exposição comemorativa dos 25 anos daquele museu. Esta exposiçao fez parte da programação paralela do AmadoraBD 2014 (e não do Festival da Amadora que inaugura esta sexta-feira, 24 de Outubro).

Para celebrar o 25.º aniversário da sua abertura ao público e o 30.º da associação que lhe deu vida, o CBBD escolheu apresentar uma selecção de obras originais criadas especialmente pelo centro nos diferentes períodos da sua história.

Os trabalhos estiveram patente de 10 a 19 de Outubro no Instituto Francês de Portugal, incluído na celebração da semana da Bélgica. Durante a sua estadia em Portugal Tiene Anthoni prestou declarações ao Diário de Notícias (publicadas na edição de 19 de Outubro) que se encontram parcialmente online.

Fizemos uma exposição sobre [André] Franquin, criador do Gaston Lagaffe e do Marsupilami. Ele teve sempre no seu atelier jovens autores em formação e encontrámos os croquis em que dava conselhos aos jovens assistentes. Escrevia: “Façam rir. Vocês estão aí para isso.” Ele foi alguém que toda a vida fez rir e foi um sucesso. A BD belga tem uma tradição de humor.

Ao contrário do que se encontra indicado no jornal, a exposição não segue para o “Festival da Amadora”, embora isso não implique que não existam outras exposições e actividades a decorrer no Forum Luís de Camões e não só.

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1 Comment

  • Essa frase deveria ter uma chamada de atenção aos mais jovens no mesmo estilo que algumas edições do “Tintim no Congo” têm, excepto em Portugal, país que também tem (ainda maiores) rabos de palha coloniais. As denúncias dos massacres belgas no reinado de Leopoldo II eram por de mais conhecidas de Georges Prosper Remi, assim como é por de mais conhecido o seu colaboracionismo durante o período de ocupação nazi, assim como o seu activismo político discreto bastante conservador. Talvez os jovens belgas queiram ser como o Tintim, mas como o Hergé, vá lá vá. Mas as lavagens históricas são bastante normais, esqueçamos as insanáveis contradições e sigamos em frente, como é um bom exemplo o Tintim do Spielberg.

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