Prémios Animarte BD 2012 – João Amaral e Geraldes Lino

A notícia que me deixou mais curioso relativamente ao XVIII Salão Internacional Banda Desenhada de Viseu foi a menção aos prémios Animarte, é que apesar de não existirem muitos prémios de BD em Portugal, ainda não tinha ouvido falar destes. Após uma breve pesquisa, lá descobri que não são prémios exclusivamente dedicados à Banda Desenhada, mas que também premeiam que se destaca nesta área.

 Os Prémios Anim’arte, organizados pela Revista Anim’Arte/Grupo de Intervenção e Criatividade Artística de Viseu – GICAV, pretendem premiar Personalidades da vida política, social e cultural, Artistas, Dirigentes, Instituições e Agentes Culturais e Desportivos.

Os premiados nas categorias de Banda Desenhada foram o João Amaral e o Geraldes Lino. No site Farol da Nossa Terra podem consultar uma lista detalhada dos restantes vencedores.

A nota biográfica que se segue foi retirada do catálogo do XVIII SIBD de Viseu.

João Amaral nasce em Lisboa, em 1966 e publica em 1994, em parceria com Rui Carlos Cunha, uma adaptação de A Voz dos Deuses, o célebre romance de João Aguiar, sob a chancela da Asa. De lá para cá. Surge nas Selecções BD – 2ª Série, em 1999 com dois episódios de O Que Há de Novo no Império?. Já em 2000, publica na mesma revista O Fim da Linha, um remake do célebre filme O Comboio Apitou Três Vezes.

Ganha uma menção na categoria de Novos Valores, no Festival da Sobreda, em 2002, para o qual apresenta uma história de duas páginas, intitulada Game Over. É também um dos autores que participa, em 2003, no álbum Vasco Granja – Uma Vida, 1000 Imagens, com Missão Quase Impossível, uma história feita em parceria com Jorge Magalhães. A mesma dupla elaborou também uma outra curta, intitulada Ok Corral, que é por um lado uma homenagem ao clássico filme de John Sturges e, por outro, uma história de ficção científica (assinando os autores com os pseudónimos de Jhion e Zhion).

Elabora também três álbuns, intitulados: História de Manteigas – No Coração da Estrela, Bernardo Santareno – Fragmentos de uma Vida Breve e História de Fornos de Algodres – Da Memória das Pedras Ao Coração dos Homens, publicados pela Âncora Editores. Mantém, durante dois anos uma colaboração com o jornal Cruz Alta, para onde cria com Isabel Afonso,O Gui, a Nô… E Os Outros, sob o pseudónimo de Joca. Já em 2012, novamente pelas edições Asa e sob o pseudónimo de Jhion, lança em parceria com Miguel Peres, o álbum Cinzas da Revolta, uma história passada em plena guerra colonial.

Paralelamente foi, ao longo dos anos, desenhador de acções publicitárias, colaborou com a revista A Rua Sésamo, fez vários postais de felicitações e ilustrações para livros. No seu blogue, entre outros trabalhos que mostra, entre os quais alguns inéditos, publica desde 2010, como Joca, uma tira humorística, intitulada Fred & Companhia.

Geraldes Lino, Português, natural de Lisboa, tem desenvolvido vasta actividade no seu país no âmbito da banda desenhada. Divulgador da BD, investigador, crítico, coleccionador, editor, autor de textos englobando críticas, entrevistas, actualidades, biografias de autores e personagens.

Colaborador esporádico em diversos jornais:

  • semanário O País
  • Correio da Manhã
  • Diário Popular 
  • JL – Jornal de Letras e Artes

Colaborador eventual em revistas e boletins de Bibliotecas.
Colaborador de revistas de BD:

  • Mundo de Aventuras 
  • Jornal da BD
  • Selecções BD – 1ª série
  • Heróis Inesquecíveis
  • Seleções BD – 2ª série e outras publicações.

Comissário de exposições:

  • A História na Banda Desenhada (Museu de Arqueologia, Lisboa)
  • A II Guerra Mundial na Banda Desenhada (Biblioteca-Museu da República e Resistência, Lisboa)
  • Lisboa na Banda Desenhada (Museu da Cidade, Lisboa).

Sócio fundador do Clube Português de Banda Desenhada, em Junho de 1976.
Fundador da Tertúlia BD de Lisboa em Junho de 1985.

Editor de fanzines de banda desenhada:

  • Eros,
  • Tertúlia BDzine,
  • Folha Volante,
  • Autobiografias Ilustradas,
  • Ad Hoc;
  • Preciosidades da BD;
  • Efeméride.

Personagem de várias bandas desenhadas, entre as quais Abdalino do álbum Menatek Hara, de Luís Louro e Tozé Simões e também Capitão Ardina Mango, do álbum As Aventuras de Herb Krox – O Homem de Neandertal de Luís Filipe Diferr. Co-autor (em parceria com Leonardo De Sá) do livro Dédalo dos Fanzines (1987). Colaborador dos vários salões e festivais de Bd em Portugal; colaborador do GICAV em vários Salões de Banda Desenhada de Viseu.

As exposições em Viseu são apenas uma singela amostra do trabalho desenvolvido por Geraldes Lino enquanto colecionador, crítico e editor de BD (Fanzine Efeméride – Corto Maltese no século XXI; O Mundo dos fanzines).

As fotos do Geraldes Lino e do João Amaral foram retiradas do Tex Willer Blog.
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