O Bibliotecário Anónimo e o Presidente da Associação

Aviso à população!Esta é daquelas crónicas que causam vómitos e repulsa, mas, tendo em conta o sujeito em questão, outra reacção é inevitável.

“Que fazer?” – É com esta declaração da impotência dos incompetentes que termina a última actualização realizada no site da Bedeteca de Lisboa, em 05 de Julho de.2012. O site já se encontrava inactivo desde 31 de Março de 2011, excepto para uma actualização em 06 de Maio de 2011 (para promover a Feira Laica). A última actualização do site bedeteca.com tem como objectivo redireccionar os visitantes para dois sites: Bedeteca Ideal e Bedeteca Anónima.
É neste último que, à guisa de divulgação da BD e de serviço público dedicado à BD, o bibliotecário anónimo se dedica à arte do insulto anónimo. Este bibliotecário virtual que se assume como “utilizador anónimo”, é o mesmo anónimo responsável pelos blogs da Feira Laica e (obviamente) da Bedeteca Ideal.

A Bedeteca (Anónima) é um refúgio de um utilizador, perdão, bibliotecário anónimo – sejamos frontais: és tu, não és Marquinhos? Ora, como ia eu dizer: a Bedeteca Anónima é o refúgio de um bibliotecário anónimo que gosta de cuspir veneno, mas nem com a cobertura do anonimato é capaz de assumir posições.

(…) apesar do sítio aCalopsia ser uma bacia dos patos Disney e tanta outra péssima divulgação “bedófila” (…)”

A divulgação do aCalopsia foi péssima, depois o “péssima” desapareceu e a bacia passou a ser “porca”. Foi fruto do meu comentário não publicado, ou foi outra pessoa que te puxou a orelhas, Marquinhos? Sinceramente, é irrelevante – os tomates não nascem em todas as hortas e já se sabe que a horta Farrajota nunca teve tomates.

Sem outra edição, o insulto até outra edição é o seguinte:

(…) apesar do sítio aCalopsia ser uma bacia porca dos patos Disney e tanta outra divulgação “bedófila”(…)

Como eu tenho uma queda pelas gralhas, devo salientar que “bedófilo” não é gralha, é um trocadilho entre bedéfilo e pedófilo, que o Marcos Farrajota e outros (ao que parece) gostam de usar, para brindar as pessoas que não lhes agradam. Honestamente, não percebi a piada, mas devo dizer sem sombra de dúvidas que o Marcos Farrajota é um grande bedófilo!

Curiosamente, o bedófilo parece não ter reparado nos autores nacionais que são por aqui divulgados, apesar de não terem de pagar dízimo ou estar nas boas graças do presidente. Alguns dos quais raramente, ou nunca são mencionados na isenta Bedeteca do Insulto Anónimo, talvez por não oferecem exemplares para a dita, mas sobre isso já falaremos mais adiante.

A Informação Oficiosa da Bedeteca

A Bedeteca de Lisboa é um bom exemplo do despesismo público e da inércia de alguns funcionários públicos. A Bedeteca de Lisboa paga o domínio do site www.bedeteca.com, a Bedeteca de Lisboa paga o alojamento do site www.bedeteca.com. Qual é o problema em instalar o WordPress, que é gratuito, e o nosso bibliotecário anónimo brindar-nos com um site da Bedeteca de Lisboa oficial e que sirva realmente para divulgar a BD nacional? Quer dizer, a divulgação que o nosso anónimo, (quase) quarentão (mas já) ressabiado, faz na sua Bedeteca Anónima podia realizar num veículo oficial da Bedeteca de Lisboa que, apesar de não ter os recursos de outro tempo, podia ainda ter uma voz activa na divulgação da BD.

O site da Bedeteca estar parado e o Anónimo andar a escrever para um veículo oficioso da Bedeteca de Lisboa, não só é estúpido, como é desperdício de recursos humanos e financeiros.

O bibliotecário anónimo prefere ficar escudado no anonimato, usando o nome da instituição estatal para a qual trabalha, a mandar bocas foleiras, do que realizar um projecto de “boa divulgação bedéfila” através da instituição estatal que lhe paga o ordenado e que, mesmo com um orçamento mais baixo que em outras épocas, poderia fazer um melhor trabalho na divulgação da BD.

Mas o nosso anónimo bibliotecário também está envolvido em acesa luta politíca (anónima) contra o “Rei dos Pilaretes”!

O Funcionário da Junta que gosta de insultar o Presidente da Câmara

“Um mimo esta Bedeteca de Lisboa que este mês passa para a Junta de Freguesia dos Olivais. O Rei Socialista dos Pilaretes cagou bem prá BD!”

A Bedeteca Anónima, fundada em Dezembro de 2011, não é só um veículo do bedófilo ressabiado, é também um meio de activismo político (anónimo) em campanha contra o “Rei dos Pilaretes” – alcunha com que baptizou o actual presidente da Câmara Municipal de Lisboa: António Costa, “o Judas da (inter) cultura”, cuja política cultural é “um verdadeiro carnaval” e  que deixou “Lisboa a cheira[r] a mijo”!. Relendo os relatos do bedófilo anónimo, o “Rei” é o seu grande arqui-inimigo contra o qual trava uma inglória batalha (anónima), qual D. Quixote lutando contra moinhos de vento, que incarnou Spínola e clamou pelo erguer da maioria silenciosa para dar a cara (que ele mantém no anonimato).

A causa até era nobre: O não “desmantelamento da rede pública de Bibliotecas da Câmara Municipal de Lisboa”.

Contudo, parece que o “Rei de Las Vegas.pt” (o Presidente da Assembleia Municipal de Lisboa) não ouviu as palavras do anónimo utilizador, perdão bibliotecário. E no final do dia, aconteceu a mudança da Bedeteca para as mãos da Junta que até fez umas melhorias, que parece que não são do agrado do bedófilo…

De resto, a Bedeteca está com uma nova iluminação que lembra o cantinho no Checkpoint Charlie onde os soldados iam mijar. São estas as melhorias deste equipamento que entretanto passou prás mãos da Junta de Freguesia dos Olivais…”

O triste é que o tema até é de interesse público e deveria ter sido debatido e falado. Contudo, o tom anónimo da Bedeteca do Insulto não é para agitar as águas: é o desabafo desesperado de um funcionário público que foi assistindo (e sobrevivendo) à permanente redução de importância da Bedeteca e agora teme que, na próxima reestruturação, seja a sua vez de ser despedido.

É que a Bedeteca, já não é Bedeteca nem de Lisboa.

O Declínio da Bedeteca de Lisboa

Faz hoje 18 anos que existe a Bedeteca de Lisboa – fundada pelo Dr. João Soares, em 1996. Nada a comemorar, desde 2006 que esta instituição dedicada à BD e ilustração deixou de fazer grandes eventos (Salão Lisboa e Ilustração Portuguesa). Desde 2010 que deixou de fazer pequenos eventos (as exposições ou as Feiras Laicas). Já antes já nem deixavam usar o logótipo ou mesmo a designação “Bedeteca de Lisboa” – chamam-lhe “serviço Bedeteca” da Biblioteca Municipal dos Olivais. Xungaria!

Desde 2014 que já nem é da CML mas da Junta de Freguesia dos Olivais, graças ao Rei Socialista dos Pilaretes. É um aniversário tão triste como quando se é “teenager” e faz-se 18 anos cheio de borbulhas na cara, estupidez no coração e hormonas em descontrolo pelos genitais a fora… Parabéns ó Bedeteca! Apesar de tudo sempre te preferimos decadente do que as outras iniciativas “bedófilas”.

São as palavras amargas que o bibliotecário anónimo utilizou para celebrar o 18º Aniversário da Bedeteca de Lisboa, perdão, do serviço Bedeteca da Biblioteca Municipal dos Olivais, a instituição onde trabalha e que lhe permite ser (uma espécie de) profissional da BD – independente e alternativo – pago pelo estado.

A Hipocrisia do Marcos

O meu problema com o Marcos Farrajota é só um: chamei-lhe, e considero-o, hipócrita. Nos fanzines Aardvark e Bizarro que editei, publiquei umas crónicas do Marcos Farrajota, em que ele se insurgia contra o facto da “máfia dos jornais” só querer era receber álbuns e fanzines de borla. Uns anitos depois, recebo em casa uma carta do moço, muito ofendido por não lhe ter enviado um exemplar do fanzine em que ele nem sequer colaborava… Creio que devia ser porque na altura era editor da colecção LX Comics da Bedeteca de Lisboa. Levou com um “hipócrita” de volta, retribuiu com um “Grunho Campos”. Foi o fim de uma bela não-amizade. Não deixa de ser giro ver, após todos estes anos, o bedófilo anónimo a clamar por exemplares gratuitos… desta vez para a Bedeteca.

É uma vergonha dupla! O Depósito Legal ser as versões espanholas e e também pelo facto do D.L. ser a única forma da Bedeteca de Lisboa receber as novidades editoriais nacionais!

Uma vergonha, realmente! As editoras, as pequenas editoras – como é o caso da Liber Impressi de Manuel Caldas, que é o visado no artigo – não oferecerem livros para a Bedeteca. O que vale é que existe o santo Depósito Legal para manter a Bedeteca abastecida de livros. Caso contrário, seria realmente vergonhoso! O bedófilo anónimo parece não ter consciência que nem todos os editores são como a Associação a que preside, que publica graças aos subsídios do Estado e ás quotas dos sócios. Há quem invista dinheiro, há quem espere retorno financeiro porque não tem um cargo público confortável para andar a brincar aos punks de secretária.Quer dizer, os editores – em particular os pequenos editores – que já têm de enviar uma quantidade absurda de exemplares para o Depósito Legal – onze exemplares (mesmo em tiragens de 500 ou menos exemplares) – não são capazes de oferecer um exemplar à Bedeteca? Realmente, é vergonhoso!

“Ai, as saudade que eu tenho do tempo em que a Bedeteca tinha fundos para distribuir e era a maior editora de autores portugueses, bons velhos tempos! Ó tempo volta para trás!” – suspira o anónimo bedófilo, sonhando com os dias da glória passada!

Esta coisa das editoras não oferecerem exemplares à Bedeteca é tramado! É um sério problema que a Bedeteca enfrenta e tema de crónica habitual do bedófilo. Todas as quintas-feiras, lá ele nos avisa se existe ou não novidades fresquinhas na Bedeteca: Existem dias em que a Bedeteca não recebe livros e são Quintas negras… Existem outras em que chegam livros, mas que não são do seu agrado.

Bah!!! Esta Quinta ainda pior que as últimas no que diz respeito às novidades que chegam neste dia da semana à Bedeteca de Lisboa! Foi só tretas comerciais de mutantes em uniformes fachos, vampiras semi-nuas, pedófilia greco-romana e pulas racistas!

É difícil agradar a este anónimo bibliotecário, que nos tempos livres (e horário de expediente) ainda tem tempo de para ser o Imperador 100 Tomates de um vasto império, onde põe em prática a sua licenciatura em gestão de fundos alheios para proveito próprio.
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O Império Farrajota:

Quem actualiza estes blogues todos? E escapou-me algum? A piada destes blogues é ver o bibliotecário anónimo a elogiar o excelente trabalho da associação a que preside, qual Jardel da BD a falar de si na 3ª pessoa. Mas quem melhor do que nós para nos elogiar a nós próprios?

E antes que me esqueça, ainda temos os sites! O da editora do Marcos: http://gentebruta.pt.vu/ que é só uma morada de redirecionamento para a morada real: http://www.mmmnnnrrrg.chilicomcarne.com/, o que significa que quem paga o alojamento é Associação Chili Com Carne (www.chilicomcarne.com), mas como a associação que é também outros dos projectos/sites do Império Farrajota, do Imperador Marcos 100 Tomates, Farrajota de apelido. Mas sejamos honesto, a Chili ia pagar o mesmo pelo alojamento e deve lá ter espaço de sobra para alojar a editora do Presidente. Para além disso, tendo em conta a parceria que existe entre a Editora e Associação do Presidente – que apoia, obviamente, todas as edições do Presidente Bibliotecário, é uma sinergia perfeitamente natural.

Já agora, todos os associados da Chilli podem alojar os seus sites pessoais (e comerciais) no site da Associação, ou é um exclusivo do Presidente? É que não me lembro de ver essa regalia nos estatutos dos sócios da Associação…

A associação do Presidente

O presidente da Associação – bibliotecário anónimo de profissão – parece ser um Alberto João Jardim ou Pinto da Costa da BD: eterno presidente da fundação até à morte! Quer dizer se calhar exagero e o moço não é presidente da Associação há 20 anos, ou dez, ou 15 (confesso que não me dei ao trabalho de verificar), mas a Chili Com Carne e Marcos Farrajota quase que têm sido sinónimos desde a fundação da dita pelo supracitado Imperador 100 Tomates, o bibliotecário anónimo.

Este anónimo Presidente da Associação, que não é de bibliotecários, sente-se ofendido pela “bacia de patos e outra tanta péssima informação bedófila”. Contudo aqui no aCalopsia nunca nos recusamos a divulgar o trabalho da Associação, o que, aliás, até temos feito – mesmo sem informações da dita – que os autores não têm culpa do Presidente que têm. Os patos, pelo contrário, não têm problemas em enviar informações, e foram solicitadas tantas vezes como à dita associação.

Curiosamente a Associação não parece chatear-se em ser divulgada em outras bacias, onde os patos também abundam. Talvez seja por aí não se importarem em ser meros papagaios do Exmº Sr. Presidente da Associação, sem qualquer modificação ou adicção nos textos (vulgo copy-paste). Se calhar, isso é que é o conceito de boa divulgação “bedófila” do anónimo bibliotecário.

O Presidente, e a sua Associação, são criteriosos – os patos é que não! Afinal, os patos querem vender tiragens de 15 mil ou 30 mil exemplares, a Associação só quer vender 500 exemplares (por vezes em edição bilingue, ou mesmo só em inglês). Os patos são comerciais (andam atrás do lucro), a Associação é independente (excepto do Instituto do Português do Desporto e Juventude, que é quem paga a factura). Os patos pagam aos trabalhadores e os direitos de publicação que ajudam a alimentar uma máquina comercial que remunera os autores. Os patos são comercialismo bárbaro, a Associação não! A Associação (ao que consta) oferece uns exemplares aos autores e eles, se quiserem ganhar uns cobres, que vão vender as publicações, como um sem-abrigo a vender a revista Cais, com a devida diferença que um vendedor da revista Cais é capaz de receber mais que um autor editado pela Chili. Mas enfim, isto é pela arte! Os autores se quiserem guita para pagar as compras que se desenrasquem, ou emigrem para a China, que o Presidente da Associação tem (tinha?) um emprego confortável no estado para pagar as dele.

Mas, com um pouco de sorte, os autores da Associação podem vencer a angariação de sócios, disfarçada de concurso interno, da Associação que paga menos por mais trabalho que os concursos – como o do AmadoraBD – e o mesmo ou menos, que o que os autores receberiam de direitos de autor (se vendessem a tiragem) da obra editada por outra pequena editora, onde não é preciso pagar dízimo.

Temos de reconhecer o mérito do Presidente da Associação: Ao longo de mais de uma década foi capaz de internacionalizar o trabalho dos autores (a Associação edita edições bilingues), para escoar 500 exemplares; existem pacóvios que só editam em português e vendem. Mas é mais fixe fazer edições bilingues ou só em inglês!

É a ironia de uma Associação que edita um álbum sobre a emigração, em alguns casos forçada, dos seus jovens, por o Presidente estar “frustrado e impotente em testemunhar a emigração” e revoltado com os políticos que dizem alarvidades como: “o melhor que os jovens portugueses têm a fazer é emigrar”. Ora, é esta associação que vira as costas ao país e se assume impotente – como o presidente – fazendo edições bilingues minúsculas, ou mesmo em inglês, para poder sonhar em ir a Angoulême. É a Associação que foi incapaz de criar qualquer alternativa para os seus autores que não seja a emigração, que ela própria protagoniza à laia de “exportação”. Existem editoras que vão conseguindo exportar realmente os autores nacionais: mas sem abdicarem do mercado interno.

Enfim, o Sr Presidente sente-se ofendido com a “bacia de patos e tanta outra péssima informação” do aCalopsia, contudo parece incapaz de fazer algo mais que uma Bedeteca do Insulto Anónimo quando tem ao seu dispor, algo que poderia ser, uma ferramenta de divulgação mais eficaz.

O domínio e alojamento do site Bedeteca.com estão pagos e existe um funcionário que tem tempo para andar a escrever em blogues no horário de expediente. A Bedeteca de Lisboa secção Bedeteca da Biblioteca Municipal dos Olivais não tem um site activo na divulgação da BD por culpa do “Rei dos Pilaretes” ou por incompetência do bedófilo anónimo?

Instalar o WordPress – que é o CMS utilizado pelo aCalopsia e a Bedeteca Anónima – não dá assim tanto trabalho como isso e o nosso bedófilo anónimo até já tem prática de trabalhar com o WordPress para os seus fins privados.
Para quê fazer fazer mais com menos? Para quê fazer mais com os recursos que existem? O que é preciso é culpar o Presidente da Câmara! O que é preciso é pedir mais dinheiro ao Estado – apesar de já se ser um funcionário público PAGO para promover a BD e não para andar a cuspir veneno (anonimamente) sobre obras, autores e pessoas que não grama, como acontece na Bedeteca Anónima.

Mas trabalhar para quê? O moço até não tem má vida, o cargo de bibliotecário permite-lhe ter tempo para andar a passear por Portugal e Europa fora a brincar aos autores, editores, dirigentes associativos e unDjs… bem, é isso, ou o cargo de Presidente da Associação, ou ambos em conjunto. Quer dizer, é irrelevante, existem poucos profissionais da BD em Portugal, mas há mais de uma década (pelo menos) que o nosso Bibliotecário vive à conta da BD.

Mas enfim, se a Bedeteca não fosse anónima, o (quase) quarentão (mas já) ressabiado, “frustrado e impotente” bedófilo não poderia provavelmente mandar as bocas que tanto gosta. Teria de ser mais institucional, comportar-se em consonância com o estatuto de funcionário público, ou seja: não teria tanta liberdade para andar a brincar aos punks de secretária. E o Marcos Farrajota gosta disso!

Contudo, o Marcos Farrajota não é um rebelde anti-sistema, uma voz oprimida pelo sistema, é um parasita do sistema – que se alimenta do sistema – que lhe permite brincar aos independentes, do conforto do seu cargo público, com subsídios do Estado.

E quando não existe mama, o bébé chora e revela o seu lado de revolucionário de café – o funcionário público ressabiado – a cuspir veneno anonimamente. Aos 38 anos, o bedófilo Marcos Farrajota, Presidente da Associação, bibliotecário anónimo de profissão, já parece um velho de 80 anos, carpindo sobre os dias de glória passada da Bedeteca, ansiando pelo regresso da guita do Estado, como D. Sebastião de Álcacer-Quibir, para lhe devolver a relevância perdida. É a independência típica do chupista subsidiodependente, segundo o credo punkanarkista de Farrajotovisky: “Venha a mim o subsídio para eu redistribuir segundo a minha vontade… e não se esqueçam de me dar um emprego no estado – para eu viver de modo confortável!”

Menino Marquinhos, a isto chama-se espancamento com bacia de patos. Já agora, também me vais por em tribunal por te brindar com os mimos que gostas de distribuir?

Actualização: Existem alguns textos mais ofensivos para o actual presidente da Câmara Municipal de Lisboa que entretanto desapareceram…


 

Nota: Este texto é da única e exclusivamente da responsabilidade do seu autor, não devendo ser entendido como a opinião dos restantes colaboradores, que não tem qualquer responsabilidade pelas palavras proferidas pelo autor destas linhas.

Autor, editor, procrastinador profissional e irresponsável mor.

26 Comments

  1. Nem li tudo, mas achei esta crónica ridícula. Acho bem que tenhas chegado a termo com o teu rancor e colocado isto em posta. Pena que os factos te faltem. Sobre a Bedeteca, não sei mais do que tu, mas há uma entrevista ao Marcos no blog do Mesinha onde se diz o que lhe aconteceu. Quando há abandono e desprezo sucessivo, culpar quem lá trabalha por fazer o que pode não cabe na cabeça de ninguém. De resto, foste a correr meter a carapuça de bedófilo, não sei bem porquê — se calhar sabes melhor do que eu. Que eles existem, existem. Quanto ao resto, sobre ter vários chapéus, receber subsídios do estado para publicar, e fazer edições bilingues, os meus parabéns ao Marcos.

    1. 1) Quando és nomeado não é enfiar a carapuça é ter olhos para ler e ouvidos para ler.

      2) João, tu dares o parabéns ao Marcos não é surpresa, por algum motivo tu o chamas de “padrinho”, não é?

      3) A Bedeteca Anónima é o melhor que o Marcos pode fazer? É o melhor que se pode fazer? Tens a certeza?

      4) É por estas e por outras que tenho pouca empatia quando andas pelo tumblr a chorar pelo autor (e teu) amigo que está a pensar em emigrar para a China porque aqui já não dá… Uns tem de ir para a China, outros ficam confortáveis. Parabéns a quem é inteligente e sabe estar confortável.

  2. Pois.. isto agora é sobre mim. Choro todos os dias se um amigo meu emigrar. Acho que não é por falta de espaço como tu dizes, e é mais complexo do que isso. Duvido que o lugar do Marcos e do meu amigo seja intercambiáveis, por isso não acompanho o argumento. Quanto a ele ser padrinho, é bem verdade que ele vai fazendo alguma divulgação, uma ressalva minha neste teu ‘roast’. Sobre ser o melhor que se pode fazer, nunca saberemos.

    1. Dá para o Marcos e o teu amigo trocarem de lugar, depois o Marcos fica é sem trabalho… e a Bedeteca se calhar até ficava melhor servida, agora a questão é mesmo mais complexa do que isso. A complexidade é a avaliação de quem tendo recursos à mais de uma década, parece só ser capaz de desenvolver o seu Império pessoal, que não serve a mais ninguém, utiliza o seu tempo para denegrir todos os que não lhe agradam.

      Tens dúvidas de que é possível fazer melhor? Eu deite um exemplo claro no artigo como a Bedeteca podia ter um site informativo funcional sem gastar mais um cêntimo do que já gasta agora, queres comentar isso?

      Já agora consideras que a política de insultar todos os autores, leitores e público de obras que não nos agrada é a melhor maneira de divulgar e promover a BD?

    2. Já agora, “padrinho” foi um termo que tu usaste, se fazer alguma divulgação é ser padrinho…. bem existe gente que fica grata por muito pouco, como se fosse um favor quem recebe subsidios do estado para promover autores nacionais, quem tem um emprego do estado – para supostamente promover a BD – fazer divulgação…

      1. Quando quiseres ir às feiras comprar fanzines e escrever sobre eles, tenho a certeza que também te agraciarei como ‘padrinho’, ou ‘madrinha’, se preferires.

      2. No dia em que tu que vais a feiras e compras fanzines quiseres escrever sobre eles eu também te agradeço, mas não penses é que te vou chamar de padrinho! ;)

  3. Este manifesto anti-Farrajota podia não ter existido para além da conversa de café, como qualquer discussão de autocarro. O ataque pessoal visceral faz parte do que não faz falta a Portugal. Usar a expressão bedófilo não é em si um ataque pessoal nem a desonra de ninguém. É uma perspectiva intelectual ácida, que poderia ter sido rebatida com outra perspectiva intelectual, ácida ou não, em vez desta escalada nuclear. Sim, conheço o Marcos, e a BD portuguesa, mas tenho a certeza de que teria a mesma opinião se os não conhecesse, e lesse isto vindo do nada. Não é que fique com pena de ninguém. Fica-se apenas com aquele mal estar que se segue a uma sessão de porrada, mesmo quando somos meros espectadores. Vergonha alheia.
    Há uma grande diferença entre ser-se panfletário (por exemplo usando a expressão de café ‘bedófilo’), e isto, que se seguiu, e que é no mínimo triste.

    1. Sousa Lobo tem razão num aspecto “bedófilo” é uma “expressão de café”, é um insulto gratuito, uma brincadeira de mau gosto de putos que só pretendem denegrir os outros. Não é uma crítica intelectual ácida, isso seria por exemplo uma frase que usei recentemente num artigo referente ao concurso “Toma lá 500 Paus”:

      “Mais que um vencedor o que o que interessou à Chilli, o ano passado, foi que graças a este concurso foram-lhes apresentados novos autores que não conheciam… embora o vencedor tenha sido Francisco Sousa Lobo (…) um autor que tinha sido publicado pela Chili Com Carne”

      Quem não gosta de porrada não deve andar à porrada e muito menos deve andar a distribuir porrada – algo que o Marcos faz com regularidade – assim como insultos gratuitos que só visam denegrir, quem não lhe agrada.

      “Expressões de café” não deveriam sair do café, e muito menos andarem a ser propeladas constantemente em diversos orgão de informação, oficial ou oficiosa, seja em blogs, revistas, sites e orgãos de informação estatais que visão divulgar eventos de banda desenhada. Onde se insulta gratuitamente falando de “tontos” e de “bedófilos” fazendo uma colagem constante entre banda desenhada e pedofilia.

      Curiosamente, tirando a defesa da utilização dessa suposta crítica “ácida” -o termo “bedófilo”- e de um ataque a quem escreveu o texto, o Sousa Lobo, não rebateu qualquer dos pontos, argumentos ou críticas realizadas ao Marcos – isto sim, “é triste”.

  4. ‘Ataque a quem escreveu o texto’? Apenas qualifiquei de triste um manifesto que é um ataque pessoal ao Marcos Farrajota. O problema é não se conseguir distinguir a discussão entre iguais da afronta. Eu distingo. Nada do que diz é um ataque à minha pessoa. E claro que não comento os pontos de suposta crítica ao Marcos. Não se trata de crítica por si só, mas de uma coisa infectada pelo síndroma da discussão de autocarro. Pelo que me retiro.

    1. “Há uma grande diferença entre ser-se panfletário (por exemplo usando a expressão de café ‘bedófilo’), e isto, que se seguiu, e que é no mínimo triste.

      Não existe um ataque pessoal nesta frase Sousa Lobo? Esta frase não é uma defesa ao direito do Marco Farrajota usar o termo “planfetário” – “bedófilo” – e um condenação de quem lhe responde à letra, e com uma igual “perspectiva intelectual ácida”.

      Quer dizer, é que amor com amor se paga, quem insulta não deve esperar outra coisa de volta que não receber insultos. É claro que, como dizia Orwell, “os animais são todos iguais, mas há uns mais iguais do que outros.”

      Existem quem possa insultar livremente, e quem não tenha esse direito, mesmo quando é em resposta.

  5. Não queria cair em clichés, mas o coração do que eu queria dizer inicialmente era apenas um ‘não havia necessidade’ na escalada, porque de uma escalada se tratou, e isso é indiscutível. Reitero que o texto é profundamente injusto, por isso não pude ficar calado, por razões cívicas e, como é óbvio, também pessoais.
    Mas fica aqui um apelo à amizade entre bedéfilos. Não, não estou a ser irónico, acredito mesmo na convivência e na complementaridade de todas as formas de fazer BD, e repito que nada do que diz me ofende pessoalmente. Se o ofendi a si, fico surpreendido.
    Cumprimentos bedéfilos.

    1. Existem pessoa com as quais o único caminho que existe é a escalada, o confronto, a outra opção é fazer ouvidos moucos, comer e calar até que a utilização do insulto se torna tão comum, que nem faz mal usar em meios de divulgação oficiais e estatais.

      Ainda não vi em que ponto é que o texto é injusto, brutal e violento é sem dúvida, injusto não vejo onde.

      O conceito de amizade bedófila é muito bom para os amigos bedófilos, e é um conceito que deveria ser praticado, em primeiro lugar, por quem tem uso e costume insultar todos aqueles – quer sejam obras, leitores ou autores – que não lhe agradam. Eu já disse isto a outra pessoa: eu não estou aqui para fazer amigos, estou aqui para falar de BD. Não é necessária haver amizade, ou solidariedade bedófila, para as pessoas falarem de BD (ou cooperarem em projectos que visão a promoção da BD), contudo em Portugal existe mais amizade bedófila do que civismo. Por mim continua a ter a mesma política que tive: respeito quem me respeita, respondo com insultos a insultos, com argumentos a quem apresenta argumentos.

      Eu não qualquer intenção de o ofender Sousa Lobo, e aquele pedaço do texto sobre o 500 Paus, era uma sátira a quem escreveu o press release do concurso, e não a quem o venceu no ano passado. Pessoalmente não conheço o seu trabalho, já vi o álbum, publiquei algumas amostras – apesar da editora nada ter enviado – mas sei que existem algumas pessoas que gostam, havia inclusive, quem tivesse interesse em escrever sobre ele para o aCalopsia. Havia, agora não sei. Digo isto não porque tenha perdido interesse em publicar uma crítica ao “Desenhador Defunto” no aCalopsia, mas porque não sei se o colaborador ainda tem interesse em publicar a crítica no aCalopsia. É que está a ver qual é o problema das “amizades bedófilas” Sousa Lobo?

      Tendo em conta este texto sobre o Marcos Farrajota, tendo em conta a nossa discussão pública (e civilizada), qualquer crítica mais negativa – por muito bem fundamenta que seja – poderá sempre ser vista como alguns como sendo uma “encomenda de amigos” ou “amigos a defender amigos e a atacar inimigos”. É o problema quando as pessoas em vez de discutirem factos discutem pessoas, em vez de esgrimirem argumentos. Em particular, é o problema de quando existem pessoas que tem o hábito de insultar, tudo e todos, os que não lhe agradam e com os quais discorda.

      De salientar, que o colaborador – assim como a maioria dos colaboradores – não é meu amigo, aliás é alguém que nem conheço, é uma pessoa que se limita a escrever uns textos para divulgar BD, obras que considera que merecem ser faladas, discutidas, divulgadas, contudo como se não bastasse ter de levar, por tabela, com os insultos da “bacia de patos porcos e tanta outra péssima informação” ainda corre o risco de ficar mal visto em certos círculos, por a estar a colaborar com alguém que nunca foi bem visto pelo sr. Presidente da Associação, que parece ser a única pessoa no meio bedéfilo nacional que pode insultar quem quiser e lhe apetecer.

  6. Bruno Campos, adorei o teu texto. Já era tempo de um artigo sobre este parasita anónimo que cospe veneno sobre todos os BEDÉFILOS. (Bedófilo é ele…)

    A falta de respeito desse Sr pelos outros acho que não tem paralelo na BD portuguesa. É natural que os amigos o defendam, é para isso que servem.

    E sobre defesas a esse Sr, ele é o responsável por muitas cercas e fronteiras na BD portuguesas. Ouvi-o anos atrás numa conferência sobre a BD e as bibliotecas dizer que toda a BD comercial (ou a que ele considera comercial) deveria ser totalmente destruída.
    A partir desse dia, pelas suas frases bombásticas sobre a BD, e pela sua postura ordinária na conferência para mim ficou bastante visível o perfil….

    Abraço

    1. Nuno Amado, eu concordo contigo quanto às responsabilidades do Marcos Farrajota no construir de cercas e fronteiras. Agora, tu tens algumas responsabilidades, é que tu deixas-te levar pela dualidade: Comercial Vs Alternativo, e já existiu alturas em que para defender a BD Comercial começas-te a atacar TODA a BD alternativa. É esse o objectivo de centrar a conversa no lixo bedófilo, no comercial Vs alternativo. É esse o objectivo do discurso anti-comercial: criar uma divisão entre material alternativo e comercial, como se algo por ser comercial ou alternativo seja automaticamente bom ou mau.

      Existe boa BD “comercial”, existe boa BD “alternativa”. Existe boa BD “comercial” existe boa BD “alternativa”. Para defender a BD “comercial” não é preciso atacar a BD “alternativa” e para defender a BD “comercial” não é preciso atacar a BD alternativa.

      Isto que devia ser algo tão óbvio por vezes é esquecido pela maioria das pessoas, de todos os quadrantes.

      E podem ser apontados muitos defeitos ao Leituras de BD, mas ele até divulga autores “alternativos” e material, que duvido muito que seja do teu agrado, falo por mim, e por material mais recente como: Molly e as edições do Clube do Inferno.

      E se são do teu agrado pessoal (ou não) é irrelevante e as pessoas têm direito a gostar de coisas diferentes. Se gostássemos todos do mesmo isto era uma chatice.

      Aliás, quer o Leituras de BD, quer a restante blogosfera e sites (dos patos) e super-heróis é muito menos fascista na divulgação dos “alternativos” e autores portugueses, do que os blogs do Império Anarquista o Imperador 100 Tomates, que possuí um critério muito mais selectivo a nível da obras independentes, alternativas e de autores nacionais que divulga.

      E falo por experiência pessoal, e pelo que vou observando.

  7. Bruno, aconselho-te a leitura deste meu post:

    http://bongop-leituras-bd.blogspot.pt/2008/12/comercial-vs-alternativo.html

    É muito antigo, e tenho muitas mais obras ditas alternativas agora do que tinha na altura.

    Ouviste-me dizer mal de certos alternativos, é verdade. Acho que aquelas obras pseudo-intelectuais com desenhos e pensamentos que ninguém percebe são perniciosas à BD. São essas obras que afastam as pessoas. (Pessoas = grande público)
    E continuarei sempre a dizer mal dos pseudo-intelectuais, sorry… não gosto de gente que não sabe desenhar, e faz umas histórias que ninguém percebe, e muitas vezes ainda apoiada pelo Estado. O “Fórrojota” engloba-se aqui.

    Eu gosto de BD dita alternativa, tenho grandes livros neste registo, aliás, das maiores obras da BD mundial são feitas num registo muito estilizado que vai cair nesta “denominação”.
    Eu sou apenas contra as palhaçadas alternativas, que o Estado ainda por cima financia…

    E sim, por vezes divulgo BD alternativa, e sem problemas nenhuns! É BD! Posso não gostar de uma parte, mas há quem goste. Assim como divulgo algumas obras comerciais que são paupérrimas (para não chamar outro nome feio…)! É BD! Divulgação! Quem gosta compra, é apenas preciso que o público saiba que existem.

    Apenas isso.

    1. O problema é o termo alternativo e as generalizações… e as etiquetas, pseudo-intelectual só pode ser aplicado a certos trabalhos que tem essa pretensão intelectual, e por vezes é difícil de discernir o que é pseudo-intelectual do que é realmente intelectual e à maioria das pessoas falta a capacidade para analisar e fazer as destrinça.

      O maior problema da BD que te estás a referir está precisamente no nível intelectual, é que não existe uma ideia ou pensamento subjacente às obras, na maioria das vezes são experimentações gráficas ao serviço de narrativa quando deveria ser o contrário.

      O Farrajota não sabe desenhar, isso ninguém põe em causa, mas existe muita gente que tem traços e obras que podem parecer mal desenhadas, mas que tem um grande mérito artístico e revelam uma grande domínio do desenho. Sienkiewicz, Dave Mckean e Ashley Wood estão entre aqueles desenhistas que vão parar com frequência às listas dos piores desenhistas da maioria das pessoas, e estão entre os que são dos melhores.

      O problema é as generalizações? O que “palhaçada alternativa”? É que o que para ti é “uma palhaçada alternativa” para outra pessoa pode não ser e ela até pode ter argumentos para rebater, mas colocas a discussão no nível mais básico onde o que se fica a discutir é a validade da BD “alternativa” e comercial. E tenho a certeza absoluta que existem obras alternativas que tu gostas, que para outras pessoas, são palhaçadas!

      O problema é as generalizações e os termos que não dizem quase nada e levam a misturar bons autores com maus, só por encaixarem num conceito que é inócuo.

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