Mulher-Maravilha nomeada embaixadora honorária da ONU

A personagem criada por William Moulton Marstonfoi nomeada embaixadora da ONU numa cerimónia onde estiveram presentes Lynda Carter, Gal Gadot e Diane Nelson.

Na sexta-feira, 21 de Outubro, a Mulher-Maravilha foi nomeada embaixadora honorária da ONU para o Empoderamento das Mulheres e Meninas, numa cerimónia presidida por Cristina Gallach, Sub-Secretária-Geral da ONU de Comunicação e Informação Informação Pública, e que contou com a presença de Gal Gadot, Lynda Carter, Patty Jenkins e Diane Nelson, presidente da DC Entertainement.

A  Mulher Maravilha, personagem criada por William Moulton Marston,  que celebra este ano o seu 75º aniversário foi adicionada como uma inspiração o Objectivo de Desenvolvimento Sustentável  nº 5 da ONU. Este apela para a igualdade global das mulheres até 2030 e para o empoderamento das mulheres e meninas como sendo uma componente crítica para um mundo pacífico, próspero e sustentável.

Cristina Gallach,  subsecretária-geral para Comunicação e Informação Pública da ONU, salientou que “Embora tenhamos feito progressos no sentido da igualdade de género, em muitas partes do mundo as mulheres continuam a sofrer discriminação e violência.

A cerimónia contou com a presença  Jim Lee, Geoff Johns e John Ficarra por parte de DC Comics, Phil Jimenez, um dos desenhista da Mulher Maravilha e uma sala cheia de escuteiras, algumas delas com tiaras de Mulher Maravilha.

Uma nomeação polémica

Esta nomeação da Mulher Maravilha como embaixadora honorária das Nações Unidas  foi acompanha por protestos de algumas funcionárias da instituição, que pediam uma “mulher real e menos sexualizada” para representá-las junto à organização como relata o Estadão:

Cerca de 50 mulheres protestaram na entrada da ONU, no portão dos visitantes. Durante o discurso de abertura, elas se viraram de costas e colocaram seus pulsos para cima, como costuma fazer a personagem. A funcionária da ONU Cass Durant, que segurava uma placa dizendo “mulheres reais merecem embaixadoras reais” falou que as manifestantes “não acreditam que um livro de ficção em quadrinhos, com uma mulher vestida como ‘coelhinha da Playboy’, pode passar a mensagem correta para meninas e meninos sobre o que realmente importa”.

Existe actualmente um petição on-line que pede à ONU para reconsiderar a sua posição. Convém salientar que é usual os embaixadores honorários serem personagens fictícos. A ONU já escolheu, no passado, os personagens Pooh e Sininho como representantes de campanhas publicitárias.

Uma nova revista da Mulher Maravilha

Diane Nelson anunciou que em 2017 a DC Comics vai publicar uma nova revista da Mulher Maravilha para contar histórias de empoderamento, paz, justiça e igualdade. Pela primeira vez na história da DC, a revista irá ter um lançamento a nível mundial com a edição em simultâneo nas seis línguas oficiais da U.N .: Árabe, Chinês, Inglês, Francês, Russo e Espanhol..

A personagem será disponibilizada para utilização pelas agências da ONU, e irá protagonizar uma campanha de promoção dos direitos das mulheres e igualdade de género com o slogan “Pensem em todas as maravilhas que podemos fazer”.

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