Kenshin – O Samurai Errante Vol. 2, Nobuhiro Watsuki

Antes do intenso confronto entre Kenshin e o misterioso assassino, o 2º volume de “Kenshin – O Samurai Errante”, por Nobuhiro Watsuki, começa com a conclusão do emotivo combate de Kenshin Vs Sanosuke.

Este é o primeiro grande combate da série e Sano o primeiro adversário da Era Meiji que se mostra, remotamente, à altura de Kenshin. No confronto, o samurai errante acaba ser apenas uma força transformadora. Ele leva Zansa, o lutador profissional, que procura no combate a única maneira de se abstrair do que perdeu durante a Revolução, a tornar-se em Sagara Sanosuke, o último sobrevivente da Unidade Sekihou, que deseja ver com os próprios olhos o nascer da nova era pela qual os seus camaradas e ídolos morreram. Sendo simplistas podemos mesmo dizer que Sanosuke troca uma figura paternal/ídolo por outra. De um lado, Sagara Souzou, com o seu sonho de um mundo de justiça e igualdade, do outro, Kenshin e a sua espada feita para proteger os fracos. Ideais e figuras quase gémeas, o pedestal que o motivarão o lutador de rua a tornar-se mais forte para lhes fazer jus.

Em oposição, na luta com Udo Jin-e, a narrativa volta a focar-se em Kenshin. Será o samurai errante e a sua espada protectora suficiente para derrotar o cruel Chapéu Negro, ou terá Himura Kenshin de reverter ao sanguinário caminho de Battousai, o Dilacerador? Essa é a grande questão deste volume.

Apesar de ambos terem sido assassinos durante a Revolução, enquanto o nosso protagonista matava com um propósito, para Udo Jin-e o prazer da carnificina era um fim em si mesmo. Esta luxúria sanguinária, assim como o facto de ser um verdadeiro guerreiro da Era Tokugawa, forjado durante a Revolução, é um dos motivos que nos leva a duvidar desde a primeira página que uma espada de paz seja suficiente para o deter. Mais, como leitores chegamos a desejar que Kenshin quebre o seu voto e elimine este monstro sádico e carniceiro, de poderes quase sobrenaturais, quando o vemos ameaçar Kaoru. Contudo se fosse tudo tão simples, Kenshin não seria que nos conhecemos.

No final é-nos penas dada um pequena amostra dos eventos de dominaram o volume seguinte.

Alguns pequenos apontamentos sobre a edição de Devir.

Em primeiro lugar, referir o excelente esforço na execução de um glossário simples, mas não simplista, dos termos mais técnicos e detalhes históricos, contudo, aconselhando um pouco mais atenção na sua revisão gramatical.

Elogiar igualmente o facto de terem traduzido o termo “hitokiri” por “dilacerador” em vez de “esquartejador”, como usado na dobragem da anime feita pela Nacional Filmes. Embora o termo esquartejador seja usado no Brasil, em Portugal não, sendo “dilacerador” muito mais apropriado.

Mais questionável foi a substituição da interjeição de marca de Kenshin, “oro” por “ui”. Aqui admito alguma parcialidade, preferindo que tivessem deixado apenas a original, visto que não tem qualquer significado especial além da sonoridade e de transmitir a ideia de surpresa/confusão. Dito isto, admito que “ui” que não é uma má opção para mostrar surpresa/confusão.

O nº 2 de “Kenshin – O Samurai Errante” é um volume repleto de acção e tensão emocional, que lança as bases para os grandes arcos narrativos que se seguem.

Kenshi9789895592777_-_kenshin_02_dois_assassinosn – O Samurai Errante Vol. 2

Autor: Nobuhiro Watsuki
196 páginas a preto
Formato: 126×190 mm
ISBN: 978-989-559-277-7
EAN: 9789895592777
Preço: 9,99 €

Written By
More from Vitor Frazão

Kenshin – O Samurai Errante Vol. 2, Nobuhiro Watsuki

Antes do intenso confronto entre Kenshin e o misterioso assassino, o 2º...
Read More

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *