E que tal criarem uma personagem nova?

Lobo por Simon Bisley

Lobo é uma personagem da DC Comics criada em 1983 por Keith Giffen e Roger Slifer.  Lobo surgiu nas páginas da revista Omega Men nº03 como um vilão implacável, contudo foi pouco utilizado durante a década de 1980 e permaneceu no limbo até que renasceu como um motociclista anti-herói no início de 1990.

Agora, Lobo, foi vítima de uma maldição dos comics norte-americanos: uma mudança radical que transforma a personagem por completo ao ponto de não ser possível reconhece-la.

Lobo nunca foi protagonista de histórias profundas, o personagem era uma caricatura do anti-herói hiper-violento, machista, machista, mulherengo e desbocado. As suas histórias a solo era geralmente paródias ao género de super-heróis, ás histórias, personagens, industria e convenções do género.

A personalidade de lobo foi sendo desenvolvida por Alan Grant e Keith Giffen nas paginas de LEGION, o seu visual foi progredindo gradualmente para um aspecto mais sujo e agressivo, pelas mãos de Barry Kitson, até que Simon Bisley criou o cristalizou o visual da personagem como um motoqueiro metaleiro, na mini-série que marcou a sua estreia a solo.

Agora a DC Comics anunciou o novo design do personagem que sofreu uma alteração radical no visual. Sendo este o novo Lobo que irá aparecer nas revistas da DC Comics.

Uma mudança que não se verifica só ao nivel visual, mas também no conceito da personagem como revela a argumentista Marguerite Bennett:

Meu objetivo para ele (Lobo), era para fazê-lo menos comicamente hiper-masculino e mais focado. Ele ainda é cruel, ainda selvagem e ainda é totalmente imoral, mas eu queria o personagem com um aura de gravidade. Quando ele aparece, eu não queria que ele afastando-se de explosões e fumando um charuto. Quando ele aparece, eu quero que as pessoas se sintam como: ‘É isto. Isto é o fim.

Tendo em conta as alterações radicais que a personagem sofre, a única pergunta que fica é motivo porque os editores e autores não se limitam a criar uma nova personagem, em vez de se apropriarem do nome de uma já existente.

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