Corto Maltese: A Balada do Mar Salgado

A Arte de Autor é desde Maio deste ano a editora em Portugal da personagem Corto Maltese.

Esta personagem, considerada por alguns a criação maior do autor italiano Hugo Pratt (e que foi publicado pela primeira vez na revista Sgt Kirk a 10 de Julho de 1967) comemora este ano 50 anos.

Mas 2017 é, no que refere a Pratt e a Corto Maltese, um ano de dupla efeméride, pois, se Pratt fosse vivo, completaria no próximo dia 15 de Junho 90 anos.

Para comemorar este duplo evento, a editora publicou, em simultâneo, dois livros: Sob o Sol da Meia Noite, o primeiro álbum das novas aventuras de corto Maltese, assinado por Canales e Pellejero, o qual terá uma primeira edição a cores, e sobre a qual já falamos aqui. O segundo título que a editora publicou foi a reedição de A Balada do Mar Salgado, em edição cartonada, a preto e branco com capa mate e verniz cartonado; esta edição, que conta com o prefácio de Umberto Eco e um caderno introdutório com aguarelas a cores, é limitada a 1000 exemplares e é comercializada a PVP: 26,95 €.

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“Sou o Oceano Pacífico e sou o Maior. É assim que me chamam há já muito tempo, embora não seja verdade que eu seja sempre pacífico”.

É com esta frase que começa A Balada do Mar Salgado, a obra onde surge pela primeira vez Corto Maltese. Estamos a 1 de Novembro de 1913, quando algures no Pacífico, entre o meridiano 155º e o paralelo 6º Sul, os primos Pandora e Cain Groovesnore são resgatados como únicos sobreviventes do naufrágio do navio “A Jovem de Amesterdão”.

O catamarã que os resgata, tripulado por nativos, é comandado por um estranho e rude homem branco, de longas barbas e olhar sombrio a quem chamam Rasputine. Este aceita manter os dois jovens a bordo pois, aparentando pertencer a famílias abastadas, acredita que poderão valer-lhe um avultado resgate.

Mas no seu trajecto rumo a Kaiserine, o catamarã fará outro estranho encontro com alguém à deriva. Trata-se de Corto Maltese, um velho conhecido de Rasputine e do Monge, amarrado a uma jangada e lançado ao mar por uma tripulação amotinada.

Corto é um marinheiro sem pátria, um aventureiro que não se fixa a um território nem defende outras ideologias a não ser as suas. O barco em que navegava encalhara há alguns anos na ilha do “monge”, e ele acabou por estabelecer uma ligação à enigmática figura encapuzada. Mas embora se movimente no seio de um grupo de piratas, Corto tem um código de conduta e de honra muito próprios, que por várias vezes o oporão a Rasputine.

Corto Maltese, considerado por alguns a criação maior do autor italiano Hugo Pratt, foi publicado pela primeira vez na revista Sgt. Kirk a 10 de Julho de 1967, comemorando este ano 50 anos.

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