Cinthia Fujii materializa o Cemitério dos Sonhos

Nesta última crónica, apresento a responsável por tornar a catarse do livro em realidade desenhada: Cinthia Fujii. E, mais curioso que o processo criativo por detrás desta última parte, foi como a Cinthia entrou para o projeto.

Nesta última crónica, apresento a responsável por tornar a catarse do livro em realidade desenhada: Cinthia Fujii. E, mais curioso que o processo criativo por detrás desta última parte, foi como a Cinthia entrou para o projeto.


No final de fevereiro de 2015 tinha acabado de escrever o guião do Cemitério dos Sonhos, uma ideia que andava a marinar durante 4 anos. O processo de escolha dos artistas começou no verão desse mesmo ano e por volta de setembro tinha reunido os 4. Uma delas era a Diane Araújo, que foi quem acabou por fechar o conceito visual da Coral. No entanto, a meio do processo, a Diane teve de sair por questões pessoais. O problema era que tínhamos prazos para cumprir, de forma a conseguir ter o livro em produção no verão e sair a tempo dos festivais nacionais como Amadora BD e Comic Con e respeitar também os prazos do Brasil. Com este imprevisto, foram os próprios artistas a procurar alguém com o traço que procurava e surgiu a Cinthia Fujii. O desafio era complicado: desenhar o capítulo final em pouco mais de 3 meses. Mas a Cinthia superou-o sempre com um sorriso e muito talento.

Mais importante, foi ela uma das grandes responsáveis por abrir as portas da SESI-Quanta (Selo de quadrinhos da academia de Artes Quanta em parceria com a editora SESI), já que foi lá aluna e saiu bem cotada. Ao longo das páginas vão perceber porquê: a Cinthia consegue conjugar um traço um pouco mais infantil e aparentemente simples, mas rapidamente o transforma em rodopios coloridos, com cores extremas e uma fluidez estonteante que cativa e agarra o leitor. E pelo pouco tempo que teve para fazer este trabalho, mais incrível se torna.

Não posso revelar muito sobre o que se passa neste último capítulo, mas é a conclusão da odisseia: que pode fazer sentido ou não a toda a interpretação que fazem desde o início. E escrevi isto porque já tive feedback de leitores que me deram uma interpretação completamente diferente do que tinha escrito ou imaginado e isso alegrou-me. Espero que tenham gostado destes pequenos apontamentos em forma de crónica e que apreciem a viagem que cada leitura e re-leitura do Cemitério dos Sonhos vos proporciona.

Toca a agitar o Dre Amos em nós!

Written By
More from Miguel Peres

Cinthia Fujii materializa o Cemitério dos Sonhos

Nesta última crónica, apresento a responsável por tornar a catarse do livro...
Read More

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *