Charlie Hebdo: uns milhões depois [actualizado]

Regressou ontem às bancas francesas o Charlie Hebdo, com a edição do número 1178, a primeira edição após o atentado que vitimou 12 colaboradores do jornal satírico.

É um edição especial, possuí uma das capas mais sóbrias do jornal – da autoria de Luz (Rénald Luzier) – com um mensagem simples: “tudo está perdoado”.

Não é a primeira página que o mundo queria. Não é a primeira página que os terroristas quereriam – não há lá terroristas. Só um tipo que está a chorar.Luz

CH1179O número 1178 do Charlie têm uma tiragem que não é usual para este jornal satírico: três milhões de exemplares, mas devido à procura desta edição está já prevista uma segunda edição com uma tiragem de dois milhões de exemplares. O jornal costuma ter uma tiragem de 60 mil exemplares. Esta tiragem elevada não coibiu alguns de estarem a vender o jornal online a preços absurdos, a morte é sempre uma boa altura para fazer especulação!

Esta tiragem elevada e pouco usual foi possível graças ao financiamento de de grupos como Le Monde, Canal+, Google, Guardian e de privados. Desde o ataque à redacção do Charlie Hebdo,os seus colabordores tem estado a trabalhar num espaço que lhes foi cedido na redacção do jornal Libération.

Esta edição incluí desenhos inéditos de Wolinski, Charb, Cabu, Honoré e Tignous, desenhadores mortos no atentado do passado dia 7 de Janeiro.

Em Portugal o Charlie Hebdo irá estar à venda a partir de amanhã, dia 16. Está prevista a distribuição de 500 exemplares ao preço de €3,50 cada.

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