Central Comics Fest 2015 na Casa das Artes

No passado fim-de-semana de 1 e 2 de Agosto, decorreu a 2ª edição do Central Comics Fest.

Após as confusões entre Comic Cons portuguesas no ano passado, a organização mudou o nome de Central Comics Con para Central Comics Fest. Após a mudança de nome em 2014, este ano o evento decorreu também num novo local: a Casa das Artes do Porto.

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A mudança de local é uma melhoria em relação ao Hard Club. O espaço é maior e mais airoso não criando uma estufa como acontecia no antigo mercado Ferreira Borges. O espaço e disposição das bancas, mesas para jogos de tabuleiro e computadores também permitiam o público de forma mais natural criando um ambiente menos claustrofóbico do que no ano passado.

A área envolvente também é uma melhoria em relação a outros anos. Os espantosos jardins da Casa das Artes permitiam um descanso a todos os visitantes e foram um grande atractivo para os cosplayers que, um pouco por todo o lado, preenchiam os vastos jardins com sessões fotográficas. Surpreendentemente (ou talvez não) o número de cosplayers de franchises não-japoneses tem vindo a subir com a BD norte-americana em alta, talvez devido à crescente popularidade que diversos filmes e séries de televisão têm trazido a estas propriedades intelectuais.

Ainda assim a presença de visitantes interessados nos diversos painéis de Sábado relacionados com a 9ª arte revelou-se bastante aquém do que seria de esperar, para um evento que se apresenta como uma montra de diversas áreas e nichos da cultura geek, não se focando em nenhuma em particular. Enquanto as mesas instaladas pela Arena Porto, os computadores do Projecto Shrooms e as consolas se revelaram sempre ocupados, o auditório estava muito vazio para os painéis, apresentações de projectos de BD e para a entrega dos trofeús Central Comics.

É no nicho bedéfilo que a organização ainda não criou um chamariz suficiente apelativo para que este público se desloque, em maior número, ao evento. O público bedéfilo que, em princípio, estaria interessado nos painéis sobre BD e apresentações esteve em falta (muito provavelmente) devido à falta de nomes e/ou projectos em quantidade e notoriedade suficientes para o atrair.

O espaço amplo, os cosplayers e alguns entusiastas de jogos de tabuleiro espalhados pelos jardins e uma quantidade de visitantes bastante adequada à Casa das Artes tornaram o ambiente do festival bastante calmo.

Após Yukimeet, Anigamix, Portusaki, Central Comics-Con e agora Central Comics Fest, a organização necessita agora de consolidar o novo nome e a identidade do mesmo, não deixando descurar o tal nicho bedéfilo e, talvez, mantendo este local uma vez que a Casa das Artes se revelou um espaço bastante adequado para este tipo de iniciativas.

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