30 Dias, 30 artistas: Nunsky

Nunsky nasceu em Viseu, mas toda a vida morou na Maia. O desenho nunca foi um interesse vital na infância, embora gostasse bastante de BD: Disney, super-heróis, Asterix, revista Spirou.

Por volta dos 15/16 escreveu duas histórias para um colega de turma desenhar – concluíram uma e outra ficou inacabada; pouco depois surgiu a revista Selecções BD e o seu entusiasmo pelo meio aumentou – deveu-se sobretudo a uma das histórias, O dia do sol negro e em particular ao talento do desenhador William Vance. Foi ele o principal impulsionador das suas posteriores tentativas de desenhar as suas próprias histórias.

Nunsky

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Algum tempo depois passou na televisão o documentário Comic book confidential e descobriu que o underground norte-americano tinha mais a ver consigo. Gostou de tudo o que viu, mas o trabalho de Charles Burns e o Jaime Hernandez tiveram um impacto especial, pelo que tentou arranjar tudo o que havia deles. Foram a sua mais importante (e evidente) influência.

Depois disso surgiu a revista brasileira Animal que alargou ainda mais os seus horizontes, Liberatore teve igualmente um enorme impacto para Nunsky, na altura.

Nunsky

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Em 1994 publicou Inadaptados, em 1995 Catarse e em 1997 edita 88, um álbum que centra-se nas aventuras de uma banda imaginária de nome Raowfia.  Após a edição de 88 desapareceu do mapa ressurgindo só em 2014 com a edição de épico Erzsebet, editado pela Chili com Carne, um álbum sobre a vida da infame condessa húngara Erzsebet Bathory.

Nunsky

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Em 2014 eidtou também Last Glimpse of Fading Love e em 2016 o álbum Espero chegar em breve, adaptado de um conto de Philip K. Dick.

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